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Como Cobrar Mais Caro na Massoterapia

por Bruno Fontana | | ,

como cobrar a massagem

Eu acredito que serviços que levam amor e ajudam pessoas devem dominar o mundo.Leia esse artigo sobre como cobrar mais caro na massoterapia se a sua intenção é a mesma que a minha.

Muitos profissionais possuem crenças negativas e limitantes em relação ao dinheiro. Talvez você pense que ganhar dinheiro está atrelado ao capitalismo desenfreado. Que dinheiro é sujo ou que não traz felicidade.

Talvez seja seu caso, talvez não. Talvez já tenha entendido que o dinheiro é apenas uma ferramenta, e como ferramenta cada um usa a sua maneira.

Dinheiro apenas aumenta aquilo que a pessoa já é. Alguém verdadeiramente bom, com dinheiro, pode transformar positivamente mais vidas do que sem dinheiro.

Uma pessoa ruim expande sua maldade. Uma pessoa boa expande sua bondade. O problema não é a ferramenta, e sim o coração de cada um.

A grande verdade é que quanto mais você atender e ganhar bem para isso, mais terá condições para fazer atendimentos comunitários para os que não têm condições de pagar.

Médicos no mundo inteiro fazem isso. Primeiro cuidam de si, da sua família, estabelecem a sua base. Depois, como retribuição social, atendem gratuitamente a população que não pode pagar.

Fazer o inverso é perigoso. Não que não possa haver doação desde o início, obviamente pode. Essa doação apenas não pode ferir a sustentabilidade da sua própria profissão.

Você precisa aprender a como cobrar mais caro na massoterapia para ter uma vida mais confortável e sustentável. Se você tiver para si terá como doar aos outros. É impossível dar o que não se tem.

O que as escolas de massoterapia NÃO ensinam

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Tenha certeza de uma coisa: nenhuma escola, curso livre, técnico de massoterapia no Brasil ensina a como cobrar mais caro na massoterapia.

Busquei sites de escolas de massoterapia e terapias holísticas em São Paulo, Porto Alegre, Brasília, Bahia, entre tantos outros lugares e nada.

Estudei as grades curriculares de escolas de massoterapia e experiências já vividas por mim em mais de 3 escolas em Porto Alegre e Região: nenhum lugar aborda as estratégias que você verá aqui.

Não importa se você trabalha com shiatsu terapia, massoterapia, reflexologia podal, reiki ou outras práticas integrativas e complementares de saúde.

As dicas que darei agora servirão como uma luva para o seu crescimento profissional. Vou te mostrar o porquê você deve cobrar mais caro e como fazer.

Além de mostrar quais são os mecanismos que serão acionados no cérebro dos potenciais interagentes, fazendo com que eles tomem a ação de contratar os seus serviços com mais facilidade.

Viver bem de massoterapia vs cobrar pouco [leia com atenção]

Culturalmente nos ensinaram que para vender mais e mais rápido teríamos que baixar o preço, e não aumentar. Para você pode parecer estranho a ideia de atender mais pessoas cobrando mais caro.

Hoje eu estou aqui para quebrar este paradigma e fazer com que você, de uma vez por todas, entenda que diminuir o preço dos seus atendimentos não é uma boa estratégia.

Isso pode prejudicar a imagem que está transmitindo como profissional, repelir os clientes que podem pagar a mais e tornar impossível de viver bem dos seus serviços no médio e longo prazo.

O cérebro explica o porquê

Vou esclarecer para você um mecanismo compreendido e usado pelos maiores mestres em venda: os atalhos mentais. Eles farão com que você entenda e aprenda a como cobrar mais caro na massoterapia – ou em qualquer outro serviço.

O que você precisa entender agora é que estes atalhos são padrões pré-estabelecidos de comportamentos ou crenças que estamos condicionados a seguir.

Nosso cérebro foi feito para buscar atalhos, buscar caminhos que gastam menos energia para realizarmos ações e tomarmos decisões com mais velocidade e facilidade.

Os atalhos atuam a nível inconsciente e quase sempre de forma automática. Não importa o que você pense ou acredite nesse exato momento.

Um exemplo prático [como cobrar mais caro na massoterapia]

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Por um único curso que fiz, de 7 dias, eu paguei 7 mil reais. Mil reais por dia. Pense agora sobre a qualidade desse curso, estrutura, conteúdo, transformação que ele gerou. Será que foi bom?

A probabilidade de você responder “nossa, claro que foi bom! 7 mil reais” é muito alta. Por que isso acontece? É um atalho mental, é um viés, uma programação cerebral de julgamento já estabelecida. Tendemos a julgar o que é caro como igual ao que é bom.

A conta é simples, caro = a bom. O inverso também é verdade. Se existe uma programação de caro = a bom, também podemos subentender que barato = a ruim!

Exatamente, quando você disponibiliza descontos exorbitantes, ou descontos sem uma estratégia estabelecida e inteligente, está assassinando a sua credibilidade, está entrando no grupo da “percepção barato = a ruim“.

Massoterapeuta “barato=a ruim” vs Massoterapeuta “caro=a bom”.

Quando você entra no grupo “barato = a ruim”, todas estas pessoas que viram o preço vão gravar inconscientemente a sua imagem e o seu serviço como “ruim”.

Esse registro é mais difícil reestruturá-lo, comparado à estratégia de primeiro cobrar mais caro (caro = a bom). Ao entrar no grupo barato, a credibilidade e a confiança podem diminuir.

Cobre de forma adequada e sustentável por um serviço que seja prestado com qualidade. Caso não haja qualidade, esqueça. Esse texto e estratégia não são para quem não entrega qualidade.

Cobrar mais caro na massoterapia, dói?

Entre os motivos pelos quais você talvez tenha medo de cobrar mais caro estão o medo do não, da rejeição, de não vender, insegurança, crenças limitantes sobre dinheiro, trabalho, etc. A desvalorização do seu próprio trabalho ou de você mesmo também podem ser fatores importantes.

Vender barato parece mais fácil, é verdade. Normalmente é uma armadilha mental que você mesmo cria e cai nela. Para aprender a vender mais caro a massoterapia você precisa se desvincular dessas crenças limitantes.

Parece normal cobrar barato por ser mais comum. São poucos os que buscam o conhecimento para sair dessa caixa de escassez.

Quanto mais você amadurecer seu lado profissional, mais verá que cobrar um preço que mal dá para pagar o que precisa não é uma boa estratégia.

Você provavelmente verá que atraiu os clientes errados. Os clientes errados são aqueles que não estão dispostos a investir o preço. Acabam querendo levar a conversa sempre para um desconto além do padrão, uma permuta meio sem noção.

O preço baixo é ilusão da sua cabeça

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O preço em si é apenas um fator de segmentação. A escolha do seu público para massagem passa pela escolha de qual preço irá cobrar.

Pagar ou não pagar é um divisor de valores. As pessoas tendem a pagar pelo que entendem o valor e acreditam que faz sentido para si. Acham caro aquilo que, para si, não faz sentido.

Para mercados de serviços o preço é muito importante. O serviço é um bem intangível, uma experiência, um processo. Não possui uma forma que possa ser vista, ao contrário dos produtos.

O produto é algo tangível, material, com utilidade prática, técnica, estética, etc. Um produto facilmente é posto ao lado um do outro e comparado. Um serviço, por ser intangível, não.

Dois massoterapeutas não podem ser comparados como produtos. A análise é em relação ao seu desempenho, profissionalismo, resultado que entrega, simpatia, etc. Coisas normalmente mais intangíveis, sensoriais e emocionais.

Porém, ao se tratar de serviços as pessoas levam os olhares para características que podem representar a qualidade. Uniforme, seu material, o ambiente em que atende ou até mesmo o preço cobrado são algumas dessas características.

O que fazer agora? Como cobrar mais caro na massoterapia:

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Vou ensinar agora uma técnica poderosa usada por praticamente todas as indústrias, cursos ou serviços que entendem de marketing e psicologia do consumo.

É um princípio da percepção humana, chamado princípio do contraste. Marcas de eletrodomésticos usam muito o princípio do contraste para vender seus produtos em exposição na frente das lojas.

As lojas expõem duas geladeiras bem na entrada, uma ao lado da outra. Porém, uma é R$3.000,00 e a outra é R$1.500,00. A geladeira mais cara é colocada de uma maneira que possa ser vista primeiro.

O que ninguém sabe, é que as lojas não querem vender a geladeira de R$3.000,00 neste momento, elas querem vender a de R$1.500,00.

A geladeira de R$1.500,00 sozinha, sem um ponto de comparação, pareceria mais cara na mente do consumidor. Porém, ao lado de uma geladeira de R$3.000,00 ela parece bem mais barata do que verdadeiramente é.

Como aplicar nos seus serviços e cobrar mais caro hoje!

tempo de atendimento de massagem

Importante consideração: o primeiro contato que a pessoa deve ter é com o mais caro, sempre. Quando falamos de preço, sempre o mais caro vem primeiro. Isso é o que vai registrar no inconsciente da pessoa e fazer com que ela perceba os próximos preços mais baratos do que são.

Você pode criar várias formas de divulgar os seus serviços com base no princípio do contraste. Aqui vou compartilhar uma estratégia simples, que já ensinei profissionais a usarem:

Se o seu atendimento custa 100,00 dentro de um pacote com 5 sessões, você pode fazer o seguinte:

O primeiro atendimento R$150,00. Por ser o atendimento que mais conversa com a pessoa, para compreender melhor a sua necessidade (sempre justifique um porquê). Os próximos atendimentos são R$87,50.

Com isso, você está usando o princípio do  caro = a bom, comparando R$150,00 com R$87,50 (praticamente a metade do preço).

O resultado final para você não será alterado, cada atendimento ainda é o equivalente a R$100,00, apresentado de uma maneira estratégica.

O que acontece no cérebro do potencial cliente

comunicação na massoterapia

O grande objetivo é mudar a conversa interna e o estado emocional do potencial cliente ao se deparar com essa forma de apresentar o seu serviço. Essa é a grande chave para aprender a como vender mais caro a massoterapia.

Todas consultas 100 reais

A conversa mental do cliente (aquilo que ele pensa): hum, toda consulta um investimento de 100 reais talvez seja pesado, tá caro.

O estado emocional do cliente (aquilo que ele sente): tenho medo de faltar para outra coisa, estou inseguro de me arrepender.

Com o princípio do contraste [R$150,00 vs R$87,50]

Conversa mental do cliente:

“87 é muito menos que 150, nossa. Vou pagar só a primeira e as outras só 87. Pensei que todas fossem 150!”

Estado emocional do cliente:

A primeira sessão é mais custosa para personalizar o atendimento! Me sinto mais seguro. Acho que essa pessoa é mais profissional por considerar essa personalização.

Comparação sem contraste vs com contraste

100 reais é um valor cheio. É comprovado por estudos de psicologia do consumidor e precificação que valores cheios parecem mais caros. 100 reais para a nossa mente inconsciente é muito maior e desconfortável do que 87.

Quando fazemos o contraste de uma consulta de 150 (a primeira impressão), por 87, fica uma disputa desigual. O cérebro olha para 87 com uma sensação de “nossa, muito menos!”.

O 87 roubam a cena por serem menores. 150 é apenas a primeira vez, servindo para colocar um ponto de comparação na mente do potencial cliente.

Você sabe que não são diferenças enormes. Porém, o estado emocional é diferente. E o importante é isso: o que o cliente sente.