Tem bastante conteúdo científico que aborda o que eu vou falar agora. Principalmente vertentes da neurociência, programação neurolinguística, psicologia, etc. que vêm cada vez mais ganhando espaço e novos aprendizados devido ao grande aparato tecnológico que possibilita diversas leituras do cérebro em tempo real.

Com isso, por exemplo, vários conceitos da sabedoria oriental antiga fazem mais sentido para o ocidente hoje, como meditação entre outras ferramentas e tratamentos naturais.

Mas, visto que a esmagadora minoria da população é cientista ou tem uma boa relação com temas abordados usando linguagens semelhantes, vou falar aqui de forma simples, como de costume. E buscar expressar o mais próximo possível da realidade comum em que vivemos.

Uma premissa básica, trazendo um pouco de lógica aqui: se você tem pensamentos bons, vai sentir coisas ________? Se tem pensamentos ruins vai sentir coisas _______?

Se tiver atitudes incríveis, vai colher _______? Se tiver atitudes medianas ________?

 

O pensar traz o que vai sentir. Legal, mas da onde vem o pensar? Vamos mais a fundo.

Existe uma coisa que se chama subconsciente, ou seja, não é algo que estejamos conscientes, que consigamos “racionalizar” e ver nitidamente o que se passa lá. É praticamente uma parte de nós que é invisível mas tem forte contribuição para que sejamos o que somos, que pensemos e sintamos dessa forma. Isso vem de todos os estímulos quando pequenos, seja nas brincadeiras, nas frases escutadas pelos nossos pais, nas percepções dos nossos sentidos e sintetização particular.

Como lutar com algo que não vemos? Você poderia dizer que é impossível, e por muito tempo até foi (pelo menos de forma consciente). Mas se soubermos como ele opera, como ele registra as emoções e de certa forma cria os padrões de pensamentos, é possível trabalharmos sem vê-lo, mas conhecendo-o. Enquanto empreendemos ações para buscar trazer para o consciente o máximo possível dos nossos padrões.

Isso te fará enxergar de outra forma sua vida:

Tudo tem uma relação de dor vs prazer, como diz Anthony Robbins, grande personagem do desenvolvimento humano de alto impacto. Mas, para ficar mais interessante, Bob Proctor, um dos disseminadores da física quântica, autor de O Segredo, nos deixa de herança o conhecimento de que mesmo que saibamos o que fazer, nenhuma grande mudança é realizada, na prática, sem que mudemos nossos paradigmas (conceitos profundos sobre pilares da vida, dinheiro, relacionamentos, etc.).

Como assim? Todo padrão de pensamento vem de algum paradigma que conservamos em nós e a ação que empreendemos remete a uma relação que temos com a dor ou o prazer daquela experiência.

E isso é natural. Inclusive é um sistema de defesa do nosso sistema biológico constituído na evolução humana por si só. Mas existe uma diferença do ser humano para o resto dos animais (hoje): temos o potencial de entendermos como nossa biologia funciona a ponto de modificarmos nossa natureza.

 

Isso é o nosso “super poder” se bem usado e explorado.

 

 

Antes de trazer para uma realidade contemporânea e com exemplos fáceis, só pra você entender:

 

Qual o problema de seguirmos sem saber disso? Que registramos no nosso subconsciente, devido a herança histórica da nossa espécie e toda educação e cultura que tivemos acesso, diversos padrões distorcidos e negativos para a conquista de saúde e sucesso na atualidade, mais a somatória das características biológicas – fugir do que acha que vai gerar dor e reserva energética – intrínsecas ao ser humano. Porém, é possível trabalhar a um nível superior de consciência.

 

Pontos que irão dificultar muito o seu processo:

 

Ponto 1: informações de valor como essa ainda são pouco estimuladas, por infinitas razões. Portanto, caso queira alguma transformação importante na vida, preste muita atenção no ponto 2.

Mas, se você está acessando isso agora, é seu dever como protagonista de uma sociedade melhor compartilhar esse tipo de conteúdo.

 

 

Ponto 2: a falta de conhecimento de como funciona nosso sistema de defesa natural e herdado dos nossos antepassados irá sempre nos conduzir a sermos reativos, negativos e ficarmos na defensiva para toda e qualquer escolha que traga junto algo novo. Na antiguidade, há milhares de anos, precisávamos nos proteger de tudo, nosso nível de atenção para com poucos eventos era extremamente mais alto – mais uma herança que explica não prestarmos atenção em várias coisas ao mesmo tempo. Precisávamos conservar a nossa vida, prioritariamente, portanto a proteção falava mais alto – afinal, lutar contra leões era praticamente suicídio, então evitar atritos para se manter vivo era uma atitude inteligente.

 

 

A nível biológico, neural, isso fez com que a nossa relação com a dor – na verdade as ações que podem levar a ela, no nosso entendimento particular – ocupasse muito mais espaço no nosso cérebro. Por isso notícias de acidentes, tragédias e afins prendem muito mais nossa atenção. É o nosso eu pré-histórico atuando – como sistema de defesa.

 

 

E por mais que a grande maioria não sofra situações de dor no trânsito, se você associar carro à acidente (ou seja, pontes para a dor), irá buscar afastamento. Se associar à liberdade e momentos bons (prazer), irá amar o carro, viajar com ele, etc. Mesmo que saiba sobre as possibilidades de haver acidentes, se o prazer associado for maior, a liberdade ganha das diversas possibilidades negativas.
A mesma coisa vale para o uso das drogas, por exemplo, em muitos casos.

 

 

Mas a grande sacada é: não precisamos mais operar prioritariamente neste nível de consciência de preservação. Mas pelo fato de ser muito recente ainda conservamos esse condicionamento – afinal, a sociedade como conhecemos é de poucas gerações, que pra transformações biológicas e evolução de espécie são quase nada.

 

 

NA PRÁTICA, O QUE ACONTECE?

Na grande maioria das vezes temos uma relação de dor com o que leva ao sucesso e prazer com o que leva ao fracasso – a busca pelo prazer desenfreado, distorcido e imediato. A famosa procrastinação entra nessa parte.

Exemplos contemporâneos de algumas falas enquadradas em conceitos limitantes com maior relação de dor do que de prazer, e posteriormente o inverso.

# 1 Ler bons livros

Relação de dor: ler é cansativo; vai demorar pra terminar; poderia fazer outras coisas divertidas.

Quando é maior a relação de prazer do que de dor*:

Ler é um degrau do meu sucesso a longo prazo, portanto, eu SINTO que ler + sucesso são sinônimos por fazerem parte de um mesmo plano/estratégia.

Ps* Existem alguns estágios de relação de prazer onde o estímulo de curto prazo não é sentido de forma prazerosa num primeiro momento – no caso a leitura – mas o prazer em relação ao ONDE isso está levando – no caso o sucesso – SUPERA a relação com a dor de curto prazo, tornando tolerável e impulsionando que façamos mesmo quando, no início, não é tão legal.

# 2 Fazer cursos

Relação de dor: vou gastar com isso e poderia fazer outra coisa “divertida”; no dia vou ter um compromisso divertido; não vou dar meu final de semana pra isso; final de semana é pra descansar.

Quando é maior a relação de prazer do que de dor:

Vou INVESTIR nesse curso (tanto tempo quanto dinheiro) e abdicar de algo divertido que faria nessa data porque esse conhecimento vai me gerar frutos importantes no curto, médio e/ou longo prazo; Vou aprender muito nesse curso e conhecer pessoas que estão buscando o mesmo; Posso ceder alguns finais de semana em prol da minha construção e meu sucesso (seja qual e no que for).

# 3 Buscar um novo rumo [profissional ou pessoal]

Relação de dor: não sei como vai ser, pode ser pior; vai demandar muita energia; terei de fazer outras capacitações; posso ter que me desfazer de confortos que eu tenho hoje.

Quando é maior a relação de prazer do que de dor:

Meu estado atual não está me deixando feliz e isso é o suficiente para eu abdicar de coisas materiais e confortos hoje (dor momentânea), como investimento para buscar algo que me faça feliz (prazer de uma vida melhor).

 

 

# DICA

 

Sabendo agora um pouco mais sobre isso, questione-se. Pergunte sobre quais reais perigos você corre em buscar ou experimentar determinada escolha. O que você pode perder caso se mantenha na inércia ao invés de empreender alguma ação? Sabendo que o medo é só um processo de preservação herdado, e que hoje se tornou um dos grandes responsáveis das frustrações no mundo contemporâneo.

 

Para te ajudar um pouco mais, leia esse artigo, [AS 5 JANELAS PARA UMA BOA SAÚDE – QUESTIONANDO SEUS ESTÍMULOS] ele fala sobre o poder das perguntas, do questionamento certo e eficaz, necessários para começar a explorar seus paradigmas e buscar ir além deles.

 

# compartilhe conteúdo de valor.

 

Até o próximo artigo : )

Bruno Fontana.