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9 benefícios comprovados da meditação

por Bruno Fontana | | , , , ,

mulher meditando sentada com fones de ouvidos

Veja neste texto quais os 9 benefícios da meditação comprovados pela ciência, os diferentes tipos que existem e o método que mais combina com você.

Talvez você esteja buscando um nível maior de concentração e foco, visando alta performance pessoal, bem-estar social ou resultados profissionais.

Encontrará neste texto uma ferramenta valiosa para sua busca e conhecerá a ciência por trás de um dos melhores remédios preventivos e curativos que existem: a meditação.

Você está a um passo de se beneficiar profundamente. Poderá resolver questões pessoais importantes ou até mesmo ajudar as pessoas que mais ama.

Mesmo que nunca tenha ouvido falar em meditação, seja um iniciante ou praticante experiente, você vai querer saber as novas revelações científicas que estão dominando o mundo da saúde e dos negócios.

Quais tipos de meditação existem e quais funcionam para você? Será que existe uma melhor hora para meditar? Qual o tempo necessário para gerar benefícios reais e não perder tempo?

Existe um tipo de alimentação recomendada para potencializar a prática? Quais posições para meditar? Qual o nível de controle mental é possível ter?

Respostas para estas e outras perguntas você encontrará a partir de agora.

De uma vez por todas: o que é meditação?

mulher meditando com fones de ouvidos

A meditação é o caminho e não o fim. Ninguém medita para se tornar um meditador. Diferente do futebol que os atletas treinam para se tornarem jogadores, a meditação é uma ferramenta para levar você a um nível mais elevado de consciência e concentração.

Existem alguns paradigmas que envolvem a prática de meditar. Um deles é a meditação ser associada exclusivamente a religiões ou doutrinas filosóficas específicas. Outro é que o levará a “não pensar em nada”.

Em relação a sua origem, há indícios de que havia práticas de meditação no Antigo Egito, Índia e Maias. Mais conhecida no Budismo e Hinduísmo, contudo, não exclusiva de ambos. Por esse motivo, se entende que a meditação é um movimento humano, de contemplação, tendo sua nascente em várias culturas.

Em relação ao “não pensar em nada”, crença da qual não possui nenhum embasamento e é compartilhada de maneira errada. A mente foi feita para pensar. O que acontece é um hiperfoco em um único pensamento, um único objeto de foco, e não a isenção completa de pensamento.

Veremos a seguir o que acontece em seu cérebro enquanto medita, associando a biologia da prática com as sensações e resultados que ela gera na vida real.

Neurofisiologia básica da meditação

lente de aumento sobre cérebro humano de meditador

Essa parte será bastante interessante para que você entenda ainda melhor os 9 benefícios comprovados da meditação.

Tudo que recebe nossa atenção, cresce e é percebido como mais importante. Guarde essa informação, usaremos depois.

Deixando de lado toda a filosofia construída em volta da prática, analisando o que acontece no corpo físico: meditar é focar. Não só focar, mas hiperfocar.

Para o cérebro todo hiperfoco de atenção é meditação. Toda vez que você perde a consciência de tempo e espaço por estar focado em algo está meditando.

Imagine você caminhando numa rua escura em uma noite gelada de inverno – você está com frio, está de camiseta. Acabou de ouvir as desgraças que passaram na televisão, por isso sente um certo medo.

Caminha a passos largos, assim chegará logo em casa. Chegando quase no fim da rua percebe alguém vindo em sua direção. Essa pessoa está de capuz, mãos no bolso e cabeça razoavelmente baixa.

Exatamente neste momento todas as outras informações do local são apagadas da sua mente. O frio some, os cheiros e a sensação do vento batendo em sua pele deixam de ser percebidos.

Agora você conhece um estado de presença e hiperfoco. Você só tem olhos para essa pessoa desconhecida. Qualquer movimento dela será percebido como perigoso.

Para a neurofisiologia isso é meditação. E os processos neurais envolvidos realmente são bastante semelhantes em uma prática meditativa.

O Neocórtex, durante o hiperfoco ficou super estimulado. Com isso, ele enviou uma mensagem para o Giro Cingulado e o Giro Cingulado enviou uma mensagem para o Tálamo. O Tálamo – responsável pela percepção dos nossos sentidos – passa por uma mudança importante.

Em momentos de hiperfoco ele “dorme”. Por isso o cheiro, o vento que toca a pele e os estímulos visuais do exemplo acima seriam “apagados” momentaneamente.

Conectando os pontos

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Partes do cérebro relacionadas à percepção sensorial vão “dormindo” conforme a atenção em um objeto ou pensamento cresce. Por isso tudo que você foca, cresce.

Não importa se o objeto de foco é verdadeiramente importante ou não. Se recebe atenção será julgado como importante inconscientemente. Existe uma grande intenção positiva do nosso cérebro ao desligar o processamento sensorial na hora do hiperfoco: sobrevivência.

O problema é quando você vive focando nas coisas que não trazem resultados positivos: na parte negativa dos fatos, nos pensamentos pobres e nocivos, em culpas, dores, etc.

Essa parte focada cresce ainda mais. Aí começa o ciclo interminável de negatividade. Primeiro você olha para o negativo e depois o negativo cresce justamente por ter colocado foco sobre ele.

A diferença prática em relação ao exemplo dado – caminhar em uma rua escura – e a meditação está em seu objeto de foco. Enquanto um serve para sobrevivência – se defender -, o outro é intencional para aumentar os resultados desejados.

Meditar, como vimos, é levar a atenção à própria mente, padrão de pensamentos, objetos escolhidos e emoções. Portanto, gera autoconhecimento e traz mais clareza e consciência do que está por trás dos nossos comportamentos e necessidades.

Quando você observa ativamente consegue perceber o tipo de pensamento que costuma ter naturalmente e se eles estão alinhados com os seus objetivos. Consegue perceber o tipo de emoção alimenta em si próprio e quais as possíveis raízes e reflexos que elas podem representar.

Meditar é construir um hiperfoco inteligente de forma consciente. É direcionar o leme do barco para o destino que você deseja, e não permitir navegar à deriva.

9 benefícios comprovados da meditação

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1/9 Benefícios [NÃO?] comprovados: Meditação para crianças

Não há estudos o suficientes que comprovem benefícios para crianças menores de 6 anos. A capacidade de foco da criança é naturalmente reduzida, porém, ela possui mais habilidade em se aprofundar nas experiências e estar presente no momento.

Embora não haja estudos o suficiente, não quer dizer que não há resultados positivos. Porém, a meditação precisa ser reduzida em tempo e mais ativa. Por isso, decidi incluir nos 9 benefícios comprovados da meditação, porém, caso prefira, contabilize 8.

Por exemplo, eu conduzi meditações com meu sobrinho, Pedro, de 5 anos. Falava para ele respirar profunda e lentamente, observando o que acontecia quando o ar entrava pelo nariz e saía pela boca.

Após, falava para ele tentar respirar inflando o abdômen, não o peito, levantando suas mãos que se encontravam em cima da barriga.

A meditação durava 1, 2 ou 3 minutos. Mais do que isso ele começava a perder o foco. Trazia resultados positivos para a irritabilidade que ele possuía, além de funcionar como uma “brincadeira de volta a calma”.

Após brincadeiras agitadas, quando ele não queria parar eu oferecia isso como desafio, uma “nova brincadeira”. Para ele, era um desafio sendo vencido, para mim, era a introdução à meditação – e brinquedos guardados sem estresse.

2/9 Benefícios comprovados: Meditação como auto cuidado

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Aqui entra a máxima “quem veio antes, o ovo ou a galinha?”. Meditação é um ato de auto cuidado e auto amor.

Ela pode tanto impulsionar e criar ambos, ou seja,  você primeiro medita e por consequência desenvolve amor próprio e cuidado pessoal.

Ou pelo sentido inverso. Pessoas que se amam obrigatoriamente tratam seu corpo de maneira saudável, por isso tendem a buscar a meditação como ferramenta.

Independente se você já é alguém com um nível elevado de amor próprio ou não, meditar funciona como manutenção e potencialização desse ciclo.

Já falei em outro texto aqui do blog: a Monja Coen não se tornou ela e depois começou a meditar. Ela primeiro começou – e continuou – a meditar para depois se tornar quem é hoje. 

3/9 Benefícios comprovados: Meditação melhora a atenção

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Nosso terceiro dos 9 benefícios comprovados da meditação é a atenção. Atenção é treino. E meditação é o treino da mente. Através dela é possível trabalhar a habilidade de se manter focado no objeto desejado.

Quanto mais presente se mantiver, menos ansiedade as tarefas exigidas causarão em você e menos energia mental e tempo serão gastos. Imagine que a meditação funcione como um treino de maratona para você e suas tarefas diárias exigem apenas o esforço de uma caminhada leve.

O seu nível de treino, neste caso, seria muito maior do que a necessidade, tornando a caminhada ainda mais fácil comparada à maratona.

4/9 Benefícios comprovados: Meditação muda o módulo padrão de pensamento

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Nosso quarto dos 9 benefícios comprovados da meditação talvez seja o mais importante. Estudos da psicologia evolucionista sugerem que pensamentos são associados a emoções. Ou seja, o padrão emocional do indivíduo determina o tipo de pensamentos que ele terá.

Além disso, há um “estado neutro”, chamado de módulo padrão, que são os pensamentos-padrão que adota sem estímulos emocionais externos, de forma inconsciente e automática.

A meditação pode ser usada como estratégia para a busca por consciência desse padrão de pensamentos que direcionam suas ações e geram seus resultados atuais.

5/9 Benefícios comprovados: Meditação diminui estresse e a percepção de dor

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Meditar funciona como um treino mental. Assim como existe exercícios para o bíceps, a meditação trabalha mais intensamente a estrutura mental e cerebral.

Partes do cérebro relacionadas ao processamento emocional sofrem alterações positivas e fazem com que seja mais fácil lidar com situações naturalmente estressantes sem, necessariamente, sentir o estresse.

Além de fazer com que a dor física e emocional sejam percebidas como menos dolorosas. Um dos casos mais chocantes do mundo neste sentido foi o monge que protestou contra o atual governo do Vietnam em 1963, pondo fogo em seu próprio corpo, sem mexer um único músculo ou emitir som enquanto queimava.

6/9 Benefícios comprovados: Meditação ajuda em atividades multitarefas

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Por trabalhar partes do cérebro relacionadas ao hiperfoco, atenção e ansiedade é possível se relacionar de maneira mais positiva com atividades multitarefas.

Isso não quer dizer que você conseguirá realizar exatamente ao mesmo tempo várias atividades com excelência, mas sim que é possível performar melhor neste tipo de cenário.

Importante lembrar que concentração é energia, e energia é sempre limitada. A energia mental gasta em uma atividade pode ser relevante, portanto, quanto maior o foco em menos atividades, mais rápido e eficaz serão os resultados.

7/9 Benefícios comprovados: Meditação melhora a imunidade e previne doenças

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Estamos chegando na reta final dos 9 benefícios comprovados da meditação. Meditar aciona a farmácia natural do corpo, reduz o nível de cortisol, conhecido como hormônio do estresse, e libera mais serotonina e dopamina na corrente sanguínea, neurotransmissores conhecidos como responsáveis pela felicidade.

Consequentemente há uma mudança importante no estresse biológico, impactando na imunidade e prevenção de doenças. Além disso, através do treino mental doenças relacionadas à degeneração neural, memória, estresse e ansiedade são prevenidas.

8/9 Benefícios comprovados: Meditação potencializa a cognição

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Foi realizado um estudo na China, usando um tipo específico de meditação por um período de 5 dias com alunos em nível de graduação. O objetivo do estudo era avaliar o ganho cognitivo da intervenção meditativa em um curto período de tempo.

Foi feito um teste de QI antes e depois da intervenção, onde o grupo A e o grupo B obtiveram resultados semelhantes. O grupo controle, que não meditou e apenas realizou práticas relaxantes, obteve um resultado menos expressivo do que o grupo que meditou.

Segundo o estudo, isso ocorre provavelmente pela estimulação do Córtex Pré Frontal, responsável pela memória de trabalho, lógica, atenção e cognição.

9/9 Benefícios comprovados: Meditação para afetividade e pensamentos positivos

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Nosso último dos 9 benefícios comprovados da meditação traz uma história real. No ano de 2000, Matthieu Richard, um monge, foi submetido a um estudo sobre meditação e neurociência. O objetivo era compreender qual era a diferença cerebral de um meditador experiente para indivíduos comuns.

Além de outras evidências do estudo, foi detectado uma forte atividade no lobo frontal esquerdo. De acordo com os pesquisadores, a excitação neural nesta parte do cérebro permitiria a Ricard uma condição privilegiada de vida: ele se sente mais feliz do que a média da humanidade e pensa menos em negatividade.

Devido aos resultados, o monge começou a ser referenciado na imprensa internacional em meados de 2007, como O Homem Mais Feliz da Terra.

Como meditar – qual melhor método para você?

como meditar

Ao contrário do que alguns pensam, todos podem meditar. Meditar é empregar foco de forma consciente, ou seja, qualquer pessoa que consegue focar por 3 segundos em algo de maneira consciente, pode meditar.

Existem meditações para super-ansiosos, inquietos e meditações para quem já consegue empregar foco de maneira consciente e constante por algum tempo.

Veremos abaixo algumas modalidades que ajudarão você a inciar e manter a prática.

Contemplação plena – observar algo

meditação tradicional

Assim como um livro muda a cada leitura, a observação consciente faz com que você perceba coisas que jamais imaginava. Pode ser observando uma planta, se você gosta de planta, a água de uma fonte, se você gosta de fontes.

O importante aqui é observar cada detalhe que forma o objeto observado. Qualquer coisa é um objeto de estudo e merece 100% de atenção.

Meditação passiva – tradicional

meditação passiva

Sentar confortavelmente, levar a atenção para o seu corpo, sua respiração, seu relaxamento, um som específico, um pensamento ou emoção. É possível observar seu coração batendo, pequenos espasmos em seus músculos ou o sangue correndo em suas veias.

A meditação tradicional é mais contemplativa e introspectiva, talvez a mais suscetível aos pensamentos divagantes, porém, não se intimide. Um maratonista completa a maratona depois de milhares de pequenos passos.

Meditação ativa

meditação ativa

Quanto mais ansioso você for, maior a tendência de precisar de mais movimento para começar. Ou seja, meditações mais ativas e usando momentos comuns do dia a dia.

Pode ser lavando uma louça, prestando atenção na textura da esponja em suas mãos, na temperatura da água tocando suas mãos, nos sons das louças e da água se chocando.

Pode ser durante o almoço, se alimentando de forma consciente, buscando perceber a textura da comida, o sabor de cada coisa que está ingerindo, a atenção durante a mastigação.

Se você dança ou faz algum tipo de arte, também é possível experimentar uma maior atenção durante esses momentos, buscando perceber o corpo, sons, tato, etc.

Método River: meditar com prazer

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Agora, sem dúvida uma das formas mais fáceis, mas não menos eficazes, de meditar é com o Método River. Principalmente se você está começando agora.

Devido aos estímulos multissensoriais do Método, que faz uso da música, do aroma, da condução de um profissional e do tato, você conseguirá chegar a um estado meditativo com mais facilidade.

O profissional credenciado conduzirá sua atenção para a experiência logo no início, ajudando a trazer sua consciência para o momento presente, para que você consiga sentir o que de melhor é possível.

Além de benefícios da meditação, como os citados acima, será possível adquiri-los de maneira prazerosa e relaxante. Somando os benefícios da massagem, aromaterapia, música e gratidão.

Se você já conhece a metodologia sabe do que estou dizendo. Caso ainda não conheça, permita-se conversar com um profissional e tirar suas dúvidas imediatamente.